A partir de hoje, 1°, está autorizada a produção da gasolina E30 no Brasil. O teor de etanol na gasolina comum vai subir de 27,5% para 30% no combustível produzido no país. Medida é uma determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que visa proporcionar menos poluição e reduzir os preços nas bombas.
Com a E30, o Ministério de Minas e Energia (MME) acredita que o preço do litro seja reduzido em até R$ 0,13 nos postos de combustíveis do país. Mas como ainda há estoque de gasolina produzida em julho nos postos, previsão é de que redução no preço nas bombas chegue apenas nos próximos dias.
Foram realizados testes com o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), e o Governo garante que a nova mistura é segura. Estudos constataram, inclusive, a viabilidade técnica do novo teor para veículos e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina. Os testes do IMT foram acompanhados por entidades do setor automotivo, como Anfavea, Sindipeças, Abraciclo e Abeifa.
Mesmo assim, a novidade divide opiniões. Em entrevistas a canais de comunicação e publicações em redes sociais, proprietários de carros mais antigos movidos a gasolina têm relatado preocupações em relação aos impactos nos seus veículos.
Além disso, no que diz respeito à redução nos valores nas bombas, como o etanol tem uma queima mais rápida, muitos motoristas acreditam que o uso da gasolina E30 não será eficiente para gerar economia real no dia a dia.
MME cita benefícios
Segundo o Ministério, a adoção da nova mistura poderá reduzir em 1,7 milhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa por ano, o equivalente à retirada de 720 mil veículos das ruas anualmente.
Pasta explica que a transição do E27 para o E30 evitará a importação de 760 milhões de litros de gasolina por ano, impulsionando a produção nacional de biocombustíveis. Segundo o ministro, isso representará um aumento de 1,5 bilhão de litros na demanda por etanol e um investimento estimado em R$ 9 bilhões no setor. “O E30 é seguro para nossa frota de duas e quatro rodas. Com ele, o Brasil deixará de ser refém do mercado internacional e da volatilidade dos preços externos. O preço da gasolina será determinado pela competitividade interna, e não pelo preço de paridade de importação”, destacou Alexandre Silveira
Foto: Agência Brasil