Mercado de motos no Brasil ultrapassa 2 milhões de emplacamentos em 2025

2 Min Leitura

As vendas de motocicletas no Brasil alcançaram 2.004.150 unidades de janeiro a novembro de 2025, de acordo com dados da Fenabrave.  Esse resultado representa um crescimento de 16,2% em comparação com o mesmo período de 2024. 

Apesar de o mês de novembro ter apresentado queda nas vendas — com 180,6 mil motos emplacadas, 8,5% menos que em outubro — a variação negativa se deve ao menor número de dias úteis no mês.  A expectativa é que, mesmo com oscilações mensais, o mercado feche o ano com volume recorde. 

Perfil da demanda e fatores que impulsionam o crescimento

As motocicletas continuam a ser — no Brasil — uma opção de mobilidade acessível e, para muitos, uma ferramenta de trabalho, especialmente para entregadores, pequenos empreendedores e prestadores de serviço. 

Além disso, o custo de aquisição e manutenção mais baixo em comparação a automóveis e a agilidade no trânsito contribuem para que a moto seja vista frequentemente como o segundo veículo da família ou como alternativa ao transporte público. 

Motos elétricas — um mercado ainda tímido

O segmento de motos elétricas, embora tenha apresentado crescimento em 2025, permanece modesto no contexto geral: até novembro foram emplacadas 7.643 unidades, sendo apenas 510 em novembro.  Segundo a Fenabrave, apesar da evolução ano a ano, o setor elétrico “ainda é de giro baixo” e tende a manter oscilações de volume até que o mercado esteja mais consolidado. 

O que esperar para o ano completo

Com o ritmo observado até novembro, o setor de motocicletas caminha para alcançar — e possivelmente superar — o recorde histórico de emplacamentos.  A projeção da Fenabrave, somada às tendências de mobilidade, entrega e custo-benefício, mantém o otimismo quanto ao fechamento de 2025 com mais de 2 milhões de motos licenciadas. 

Para muitos, a moto se reafirma como protagonista no mercado de mobilidade brasileiro — adaptando-se às mudanças de hábitos urbanos, às demandas por transporte eficiente e ao contexto socioeconômico, que reforça seu papel como meio de transporte essencial.

Compartilhe este artigo