BYD planeja liderar vendas de carros no Brasil até 2030, afirma vice-presidente

4 Min Leitura

São Paulo – A BYD pretende assumir a liderança do mercado automotivo brasileiro até 2030, vendendo 600 mil carros por ano, declarou o vice-presidente sênior Alexandre Baldy em entrevista ao g1.

Meta ambiciosa

Segundo Baldy, o volume de 600 mil unidades anuais colocaria a marca chinesa no topo do ranking nacional. Para atingir o objetivo, a empresa terá de multiplicar por seis os 112.814 veículos emplacados em 2025. No mesmo ano, a líder Fiat somou 533.710 unidades.

Evolução das vendas

A trajetória da BYD no país começou em 2022, sem participação entre as 21 principais montadoras. No ano seguinte, com o lançamento do hatch Dolphin, a fabricante alcançou 17.937 unidades e a 15ª posição. Em 2024 foram 76.811 emplacamentos e o 10º lugar; em 2025, 112.814 unidades renderam a 8ª colocação, superando Honda (103.460) e Nissan (77.808).

Dolphin Mini lidera no varejo

Entre janeiro e abril de 2026, o BYD Dolphin Mini foi o automóvel mais vendido no varejo, com 18.052 unidades, à frente de Hyundai Creta (17.197) e Volkswagen Tera (15.495). O top 10 inclui ainda Fiat Strada, Chevrolet Tracker, Volkswagen Nivus, BYD Song, Volkswagen Polo, Hyundai HB20 e Chevrolet Onix.

Fábrica de Camaçari

A operação plena do complexo de Camaçari (BA) deve impulsionar a produção. A planta terá capacidade para 600 mil veículos, patamar próximo ao da instalação da Stellantis em Betim (MG), que produz até 650 mil unidades e exporta para mais de 30 mercados.

Montagem e disputa tributária

Atualmente, a BYD monta veículos a partir de kits SKD importados. O modelo, que paga menos tributos, gerou atritos com concorrentes e com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Após pressão do setor, o governo elevou o imposto de importação para 35% para todos. Baldy afirma que a empresa avançará gradualmente até a fabricação completa no Brasil.

Reação da concorrência

O executivo atribui a redução de preços de rivais a um “medo” provocado pela chegada do Dolphin. Entre os cortes citados estão Renault Kwid E-Tech (de R$ 149.990 para R$ 99.990), JAC E-JS1 (de R$ 164.900 para R$ 154.900), Caoa Chery iCar (de R$ 149.990 para R$ 139.990) e Peugeot e-2008 (de R$ 259.990 para R$ 159.990).

Custo de uso e comparação com motos

Baldy afirmou que a manutenção do Dolphin Mini custa R$ 380 em 20 mil quilômetros, valor que, segundo ele, torna o modelo “mais econômico que uma moto” popular. O preço de compra, entretanto, é de R$ 119.990, quantia equivalente a nove unidades da Honda Biz, vendida a R$ 13.240 cada.

Salão do Automóvel

O dirigente criticou a ausência de marcas tradicionais no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, classificando a atitude como “ridícula” diante das reivindicações fiscais feitas ao governo pelo setor.

Infraestrutura de recarga

A BYD promete instalar carregadores ultrarrápidos capazes de repor cerca de 400 km de autonomia em cinco minutos nas concessionárias Denza ainda em 2026, além de hubs de recarga em outras localidades.

Fim.

Com informações de G1

Compartilhe este artigo