Pets em condomínios: convivência harmoniosa depende de respeito às regras e responsabilidade dos tutores

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O aumento do número de animais de estimação nos lares brasileiros também transformou a rotina dos condomínios. Hoje, cães e gatos fazem parte da família de muitos moradores, mas a convivência em espaços compartilhados exige equilíbrio entre o direito dos tutores de manter seus animais e o dever de respeitar as normas coletivas.

Especialistas destacam que a maioria dos conflitos registrados em condomínios não está relacionada aos animais em si, mas ao comportamento de alguns tutores que deixam de cumprir regras básicas de convivência, como a limpeza das áreas comuns, o uso correto dos elevadores e o controle dos pets durante a circulação pelo empreendimento.

Essa é justamente a percepção da moradora Marinézia Magalhães Atis, que vive em condomínio há 11 anos e é tutora de um cão da raça Maltês, de seis anos.

Segundo ela, a convivência costuma ser tranquila, mas alguns episódios acabam gerando atritos entre vizinhos.

“A causa mais comum dos conflitos é quando algum tutor deixa de recolher as necessidades do animal nas áreas comuns. Isso acaba incomodando os demais moradores e gera reclamações”, relata.

Marinézia afirma que nunca recebeu reclamações relacionadas ao seu pet porque procura seguir rigorosamente as normas do condomínio. Entre os cuidados adotados estão manter a higiene do apartamento, levar o cão para fazer as necessidades na rua, transportá-lo no colo durante a circulação pelas áreas comuns e utilizar o elevador de serviço.

Apesar disso, ela já presenciou situações envolvendo outros moradores, como reclamações sobre odores provenientes de apartamentos onde vivem cães de grande porte e casos de descumprimento das regras de circulação.

Para a moradora, um dos aspectos mais delicados é a forma como os conflitos são discutidos nos grupos de mensagens do condomínio.

“Normalmente as reclamações acabam generalizando, dizendo que os tutores de pets deveriam ter mais cuidado. Isso cria um clima ruim, porque a maioria cumpre as regras, mas acaba sendo colocada no mesmo grupo daqueles que não seguem as normas”, observa.

Ela conta ainda que, em seu condomínio, problemas com latidos não são frequentes. Seu cão costuma latir apenas quando pessoas desconhecidas chegam ao apartamento, comportamento que considera um desafio natural da convivência com animais.

Além das medidas preventivas, Marinézia destaca que sempre carrega sacos para recolher as fezes durante os passeios e acredita que pequenas atitudes fazem toda a diferença para manter uma boa relação entre vizinhos.

No condomínio onde mora, as regras para circulação de animais estão previstas no regulamento interno e o descumprimento pode resultar em multa.

Para ela, o sucesso da convivência depende, sobretudo, da consciência dos tutores.

“É importante respeitar as regras básicas, ter paciência durante a adaptação do animal e entender que eles precisam de cuidados físicos e emocionais. Antes de decidir ter um pet, é preciso assumir essa responsabilidade. Eles sentem, se alegram e também sofrem. O nosso nos ajudou a enfrentar a pandemia e um período de luto. Até hoje, continua trazendo alegria para nossa família”, conclui.

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