Apesar de leve desaceleração em alguns meses, setor registra forte crescimento e mira 16 a 17 milhões de unidades vendidas
O mercado de veículos seminovos e usados no Brasil está prestes a atingir um marco histórico em 2025. Dados recentes da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostram que, até o momento, o setor acumula cerca de 13,48 milhões de unidades comercializadas, o que representa um avanço de 16,4% em relação ao mesmo período de 2024.
Com base nesse ritmo, a projeção indica que o total de vendas em 2025 pode atingir entre 16 e 17 milhões de veículos, superando o recorde anterior de aproximadamente 15,7 milhões de unidades.
O que impulsiona o crescimento
Segundo analistas do setor, esse desempenho favorável é resultado de dois fatores principais:
- Maior atratividade dos usados: frente ao elevado custo dos veículos 0 km e às taxas de juros ainda elevadas, os consumidores estão optando por seminovos como alternativa mais acessível.
- Oferta abundante e variedade: a grande quantidade de modelos disponíveis no mercado de usados ajuda a acomodar diferentes perfis e orçamentos, favorecendo o volume de negócios.
Sinais de desaceleração e atenção para o fim de ano
Apesar do panorama otimista, é preciso observar sinais de desaceleração pontual: em setembro, por exemplo, o volume de transações registrou uma leve queda de 1,3% na comparação com agosto. Ainda assim, o total mensal permaneceu elevado — cerca de 1,697 milhão de unidades negociadas.
Para o presidente da Fenauto, Enilson Sales, os meses finais do ano são historicamente mais fortes e tendem a impulsionar ainda mais os números. “O mercado de seminovos vem apresentando uma performance positiva e consistente neste ano, o que nos leva a prever um novo recorde”, afirma.
Relevância para o setor automotivo
O desempenho do mercado de usados tem impacto direto não apenas sobre lojistas e revendedores, mas também sobre a indústria automotiva de modo geral. O fortalecimento desse segmento reflete uma mudança de preferência dos consumidores, que agora avaliam com frequência a melhor relação entre custo, manutenção e liquidez ao optar por veículos de segunda mão.
Além disso, o cenário reitera a importância de estruturas de pós-venda, logística de revenda e certificação de veículos usados — fatores que ganham relevância à medida que o volume de negócios cresce.
Com crescimento de 16,4% no acumulado e projeção de encerramento do ano entre 16 e 17 milhões de unidades, o mercado de veículos usados no Brasil está diante de um momento histórico. Apesar de algumas oscilações mensais, o rumo é de fortalecimento, e os últimos meses de 2025 serão decisivos para confirmar o recorde previsto.






