Volkswagen registra queda de mais de 50% no lucro operacional e prevê recuperação modesta da margem

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A Volkswagen anunciou nesta terça-feira, 10 de março de 2026, que seu lucro operacional encolheu mais de 50% em 2025, reflexo de tarifas comerciais e da perda de participação no mercado chinês.

O resultado do grupo — que reúne marcas como Porsche e Audi — ficou em 8,9 bilhões de euros (US$ 10,4 bilhões), abaixo da previsão de analistas, que apontavam 9,4 bilhões de euros. No ano anterior, o indicador havia alcançado 18,9 bilhões de euros.

Segundo a companhia, as tarifas impostas pelos Estados Unidos geraram custos bilionários, enquanto a concorrência doméstica na China reduziu o desempenho no maior mercado automotivo do mundo.

Para 2026, a montadora estima margem operacional entre 4% e 5,5%. Em 2025, o índice foi de 2,8%, depois de 5,9% em 2024. Analistas consultados pela Visible Alpha calculam margem de 5,2% para este ano, no limite superior da faixa indicada.

“Estamos operando em um ambiente completamente diferente”, declarou o presidente-executivo Oliver Blume, em comunicado.

A receita praticamente não se alterou, totalizando 322 bilhões de euros. A empresa projeta avanço de 0% a 3% para 2026; especialistas veem crescimento próximo ao teto dessa estimativa.

Custos na Porsche e corte de postos de trabalho

A estratégia de reestruturação na Porsche, que adiou o ritmo de eletrificação diante da demanda fraca, também pressionou o balanço. O lucro operacional da marca esportiva despencou 98% em 2025, para 90 milhões de euros.

No início do ano, a Volkswagen reportou fluxo de caixa líquido de 6 bilhões de euros em 2025 — resultado muito superior à expectativa inicial de valor próximo de zero. A divulgação impulsionou as ações, mas gerou críticas de sindicatos, que questionam o desempenho enquanto o grupo planeja eliminar cerca de 50 mil vagas na Alemanha até 2030.

O diretor financeiro, Arno Antlitz, afirmou que lançamentos de novos produtos e medidas de reestruturação adotadas ao longo de 2025 tornaram a montadora “mais resistente” às turbulências do mercado, mas reconheceu que a margem operacional ajustada de 4,6% “ainda não é suficiente” no longo prazo. A companhia pretende manter iniciativas rigorosas de redução de custos.

Com informações de G1

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