Dez anos antes, o Kicks estreava no Brasil; agora revisitamos os seis rivais do comparativo de 2016 para checar preços atuais e desvalorização. Veja quanto cada modelo custa e como mudou sua posição no mercado.
Faz pouco mais de um ano que a segunda geração do Nissan Kicks foi lançada, mas quem tem boa memória vai se lembrar de que, há 10 anos, ele iniciava sua trajetória no Brasil com a primeira geração. Há uma década, o SUV chegava ao país para disputar um segmento já bastante concorrido, e o lançamento mundial foi realizado em evento ligado aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Para saber como ele se sairia contra os rivais, um mês após o lançamento, em setembro de 2016, o Kicks foi reunido com seus seis principais concorrentes em um teste comparativo. Naquela época, todos custavam menos de R$ 100.000, mesmo em versões topo de linha. No mercado de usados, porém, esses modelos de 2016, mesmo com seus dez anos de idade, ainda podem ser boas opções e por preços bem mais acessíveis do que os zero-quilômetro.
A seguir, a situação de alguns dos SUVs que enfrentaram o Kicks em seu primeiro comparativo, com dados de especificações e valores preservados conforme constavam originalmente.
Peugeot 2008 Griffe THP 2017: o 2008 Griffe THP era o único equipado com motor turbo. O motor 1.6 flex THP entrega até 175 cv e 24,5 kgfm, o que garantiu o menor tempo na aceleração de 0 a 100 km/h (9,1 s). Era também o único equipado exclusivamente com câmbio manual de seis marchas. Na época, o modelo partia de R$ 85.790; hoje, ele está tabelado em R$ 54.557. Para efeito de comparação, o 2008 zero-quilômetro mais barato custava R$ 153.990. Em termos de equipamentos, o 2008 Griffe 2017 tinha teto solar panorâmico, faróis com projetores (com LEDs apenas na assinatura luminosa), central multimídia, bancos com revestimento mais refinado, ar-condicionado digital de duas zonas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré e airbags frontais, laterais e de cortina.
Chevrolet Tracker LTZ 1.8 2016: essa versão do Tracker preservava o primeiro visual da segunda geração, com facelift previsto para alguns meses depois do comparativo. Equipado com motor 1.8 aspirado de 144 cv e 18,9 kgfm, acoplado ao câmbio automático de seis marchas, o Tracker LTZ alcançou boa média de consumo rodoviário, de 13,1 km/l. Um destaque era o aproveitamento de espaço, com encosto e assento traseiros que se movem para acomodar objetos longos e altos. Na época, o modelo custava R$ 88.590; atualmente, tem preço médio de R$ 67.671. Entre os itens estavam bancos com revestimento que imita couro, central multimídia, ar-condicionado, sensor de estacionamento traseiro e retrovisores elétricos.
Hyundai Tucson 2.0 2016: o Tucson apostava em preço competitivo e conforto. Em 2016, o SUV era o mais barato do comparativo, custando R$ 69.990; hoje, pela tabela Fipe, custa R$ 59.201. O conjunto mecânico reunia motor 2.0 flex de 144 cv e 19,7 kgfm com câmbio automático de quatro marchas, e não era o mais econômico do grupo, mas o SUV trazia amplo espaço interno: comprimento de 4,32 m e entre-eixos de 2,63 m, os maiores do comparativo. Para reforçar o conforto, o Tucson tinha bancos de couro, central multimídia, sensor de estacionamento, faróis automáticos, volante com regulagem de altura, direção hidráulica e retrovisores elétricos.
Esses exemplos mostram que modelos de 2016 ainda circulam na oferta de usados com preços bem abaixo dos zero-quilômetro, mantendo equipamentos e características que podem interessar a compradores atentos ao custo-benefício. A comparação original incluía outros concorrentes do segmento, cada um com suas características, mas os dados acima preservam as especificações e valores mencionados para cada versão citada.


















