Amsterdã – A Stellantis, controladora de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, encerrou 2025 com prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros, o equivalente a R$ 153,9 bilhões.
Segundo a companhia, o resultado negativo concentrou-se no segundo semestre, quando foram registradas despesas elevadas para reavaliar projeções de vendas de veículos elétricos. O ritmo de adesão desse mercado ficou abaixo do estimado, após metas menos ambiciosas para eletrificação nos Estados Unidos e na Europa.
O prejuízo já havia sido antecipado três semanas antes, em estimativas preliminares divulgadas pela própria montadora.
Baixas contábeis pesaram
Ao longo de 2025, a empresa contabilizou 25,4 bilhões de euros em baixas no valor de ativos. Desse total, 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões) ocorreram apenas entre julho e dezembro, pressionando as ações do grupo.
No mesmo semestre, o prejuízo operacional ajustado – indicador que exclui eventos extraordinários – atingiu 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões).
Receita avança apesar das perdas
Entre julho e dezembro, a receita líquida somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões), alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. As entregas globais de veículos cresceram 11%.
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Pronunciamento da liderança
“Nossos resultados refletem o custo de superestimar a velocidade da transição energética e a necessidade de oferecer ao cliente opções entre elétricos, híbridos e motores a combustão”, declarou o CEO Antonio Filosa, em nota. O executivo afirmou ter observado “sinais iniciais de progresso” na segunda metade de 2025 e destacou que, em 2026, o foco será “corrigir falhas de execução e retomar o crescimento com rentabilidade”.
Reação do mercado
Na Bolsa de Milão, os papéis da Stellantis recuavam 0,3% após a divulgação dos números. Desde o anúncio das perdas com elétricos, a desvalorização chega a cerca de 20%, acumulando queda de 30% no ano e tocando o menor nível em 6 de fevereiro. Analistas do Citi classificam o momento como “ponto baixo” para a montadora e veem menos riscos em concorrentes europeias e norte-americanas.
Projeções para 2026
A empresa manteve a previsão de crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, porém positiva, no próximo ano. O fluxo de caixa livre, contudo, deve voltar ao campo positivo apenas em 2027.
Com informações de G1







