“A definição dos limites territoriais fortalece a confiança de quem quer investir”, garante prefeito de São Cristóvão

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A redefinição dos limites territoriais entre Aracaju e São Cristóvão vai muito além de uma mudança no mapa. A decisão, que incorpora ao município de São Cristóvão áreas hoje pertencentes à capital, inaugura uma nova fase para milhares de moradores e para o mercado imobiliário da região. Além da transição dos serviços públicos, a medida deve impactar diretamente a valorização dos imóveis, o planejamento urbano, os processos de licenciamento, a arrecadação de IPTU e a atração de novos empreendimentos.

O momento também desperta a atenção de proprietários, compradores, incorporadoras e investidores. A definição dos limites territoriais traz segurança jurídica para uma região que, há décadas, convivia com incertezas administrativas, fator considerado essencial para a expansão do mercado imobiliário. Com isso, a expectativa é de que novos projetos habitacionais, comerciais e turísticos ganhem impulso nos próximos anos.

Outro ponto que passa a ser observado é a forma como o crescimento urbano será conduzido. A administração de São Cristóvão afirma que a área já está inserida em seu Plano Diretor e que uma revisão da legislação urbanística deverá ampliar o planejamento para todo o município, conciliando expansão imobiliária, preservação ambiental, infraestrutura e qualidade de vida. A promessa é de um desenvolvimento ordenado, acompanhado de investimentos em mobilidade, equipamentos públicos e serviços essenciais.

Na prática, bairros como Mosqueiro, Areia Branca, Matapuã, Robalo e Santa Maria passarão a seguir as diretrizes urbanísticas de São Cristóvão, que, segundo a administração municipal, já contemplavam essa incorporação desde 2020. A mudança também deve alterar a gestão de licenciamentos, emissão de alvarás, fiscalização de obras e demais processos urbanísticos, além de abrir espaço para novos investimentos em infraestrutura e habitação. Confira a entrevista.

Como o senhor recebeu a decisão que redefine os limites territoriais entre São

Cristóvão e Aracaju?

Júlio Nascimento – A definição dos novos limites territoriais representa um marco histórico para São Cristóvão e corrige uma injustiça que se arrastava há décadas. A incorporação desse

território por Aracaju, em 1989, foi considerada inconstitucional por ter ocorrido sem a

consulta à população sancristovense. Depois de mais de dez anos de luta, diálogo e

estudos técnicos, chegamos à definição desse novo mapa, que confirma aquilo que

sempre defendemos: esse território pertence a São Cristóvão. A partir dessa definição,

nós temos mais segurança jurídica e administrativa, permitindo que a gente possa

assumir as responsabilidades da região.

Na opinião do senhor, essa decisão encerra a discussão que se arrasta há décadas?

Júlio Nascimento – Na minha avaliação, essa decisão representa uma das etapas finais de um processo de retomada do nosso território. A concordância entre São Cristóvão e Aracaju em relação aos novos limites territoriais foi um marco muito importante e trouxe segurança

jurídica para essa definição. Agora, os próximos passos são o encaminhamento das

novas delimitações ao IBGE e à Justiça Federal para a conclusão dos procedimentos

necessários. Com a homologação da sentença, poderemos atuar oficialmente nesseterritório, encerrando de forma definitiva essa discussão histórica e iniciando uma nova

fase de planejamento, investimentos e cuidado com a população da região.

Na avaliação do senhor, qual é a importância histórica dessa decisão para São

Cristóvão?

Júlio Nascimento – Essa é uma das decisões mais importantes da história recente de São Cristóvão. Ela representa a retomada de um território que foi retirado do município de forma ilegal, corrigindo uma injustiça histórica que se arrastou por décadas. Essa conquista demonstra que São Cristóvão é um município que defende a sua história, os direitos da sua população e a integridade do seu território. Foi uma luta construída com responsabilidade, persistência e muito trabalho, inspirada pela força do povo sancristovense.

É um momento de reparação histórica e de muito orgulho para todos nós. Todo

sancristovense pode celebrar essa conquista, porque ela reafirma aquilo que sempre

defendemos: esse território pertence, por direito e por história, à Cidade Mãe de

Sergipe.

A partir de quando o município passa, efetivamente, a assumir essa nova área?

Júlio Nascimento – São Cristóvão passará a assumir essa área de forma efetiva após a conclusão das etapas legais e administrativas previstas. O primeiro passo é a homologação, pela Justiça Federal, do acordo firmado entre São Cristóvão e Aracaju sobre a delimitação territorial. Em seguida, o IBGE fará a publicação do memorial descritivo e a atualização oficial dos mapas dos dois municípios. Após essa etapa, será necessário construir, junto à

Prefeitura de Aracaju, um cronograma de transição, com os levantamentos técnicos, o

compartilhamento de informações e todas as providências necessárias para que

possamos assumir o território de forma organizada, responsável e em cumprimento à

decisão judicial.

Quais são os bairros que passarão pela transição?

Júlio Nascimento – Mosqueiro, Areia Branca, Matapuã, Robalo e Santa Maria.

Como será feita a transição da administração desses locais e dos equipamentos

públicos?

Júlio Nascimento – A transição será construída de forma conjunta e gradual entre as Prefeituras de São Cristóvão e Aracaju. Após a homologação da sentença e a atualização oficial dos limites, será definido um cronograma de transição, com a realização dos levantamentos necessários e o compartilhamento de informações sobre os serviços, equipamentos públicos e demais estruturas existentes na região. O objetivo é que essa transferência aconteça de maneira organizada, responsável e sem qualquer prejuízo para a população, garantindo a continuidade dos serviços públicos e o cumprimento da decisão judicial.

Haverá um período de transição entre as duas prefeituras? Como essa mudança será

conduzida para evitar prejuízos aos moradores?

Júlio Nascimento – Sim, haverá um período de transição. Assim que a sentença for homologada pela Justiça

Federal, vamos entrar em contato com a Prefeitura de Aracaju para iniciar esse processo

de forma administrativa.

Nosso objetivo é garantir uma transição tranquila, responsável e organizada, sem

qualquer prejuízo para a população. Vamos buscar todas as informações necessárias

sobre as demandas da região, os equipamentos públicos e os serviços existentes, para

que essa mudança aconteça com planejamento e segurança.

Nossa maior preocupação é assegurar que não haja descontinuidade dos serviços e que

a população continue sendo atendida com qualidade durante todo esse processo.

Escolas, unidades de saúde e demais equipamentos públicos passam imediatamente

para a gestão de São Cristóvão? Como isso funcionará na prática?

Júlio Nascimento – Não de forma imediata. A expectativa é que haja um período de transição, no qual faremos, em conjunto, o levantamento de todas as informações necessárias, como

a quantidade de equipamentos públicos, servidores e demais estruturas existentes

na área. Esse processo é fundamental para que a transferência da gestão aconteça

de forma organizada, responsável e sem prejuízo à continuidade dos serviços

prestados à população.

O município já possui um planejamento para absorver essa nova demanda por

serviços públicos?

Júlio Nascimento – Sim. O município já está se preparando para esse momento. Estamos dimensionando as demandas por serviços e planejando a estrutura necessária para absorver essa nova realidade. Também estamos trabalhando na implantação de uma subprefeitura na região, com o objetivo de facilitar tanto a transição quanto a presença da administração municipal, aproximando os serviços públicos da população.

Além disso, a Rodovia do Turismo, que está sendo construída para ligar o Centro

Histórico de São Cristóvão ao Aeroporto de Aracaju, na região do bairro Santa Maria,

será um importante eixo de integração no futuro. Essa obra vai fortalecer a conexãoentre o principal centro administrativo do município e essa localidade, facilitando o

acesso aos serviços públicos e impulsionando o desenvolvimento da região.

O que muda, na prática, para quem mora na área incorporada?

Júlio Nascimento – Na prática, os moradores passarão a contar com os serviços municipais prestados pela Prefeitura de São Cristóvão. As escolas municipais, as unidades de saúde, os serviços de assistência social, as obras, a infraestrutura e as demais ações de competência do município passarão a ser administradas pela nossa gestão.

O nosso compromisso é oferecer um serviço público de qualidade, com planejamento,

responsabilidade e cuidado com as pessoas, garantindo que essa população tenha

acesso às políticas públicas e aos investimentos desenvolvidos pela nossa administração.

Os serviços públicos sofrerão alterações ou interrupções durante essa transição?

Júlio Nascimento – O nosso compromisso é que não haja qualquer interrupção na prestação dos serviços públicos durante esse processo. Vamos trabalhar com planejamento, responsabilidade e

em diálogo com a Prefeitura de Aracaju para que a transição aconteça de forma

organizada e sem prejuízos para a população.

As mudanças que vierem a ocorrer serão para melhorar o atendimento e ampliar a

presença do poder público na região. Esse é o nosso objetivo: garantir continuidade,

segurança e, acima de tudo, oferecer serviços cada vez melhores para quem vive nessa

área.

Existe alguma preocupação em tranquilizar a população quanto à continuidade dos

atendimentos?

Júlio Nascimento – Sim, essa é uma das nossas maiores preocupações. Desde o início, temos tratado esse processo com muita responsabilidade para garantir que a população tenha tranquilidade e segurança. A nossa gestão está preparada para assumir essa responsabilidade e trabalhar para que os atendimentos continuem sendo prestados com qualidade e eficiência. O nosso compromisso é cuidar das pessoas e fazer com que essa população tenha acesso ao mesmo padrão de trabalho sério que já estamos levando para toda São Cristóvão. Por isso, todas as etapas serão conduzidas com planejamento e

transparência, para que a população tenha a certeza de que continuará contando com

serviços públicos de qualidade.

Essa decisão também altera a identidade imobiliária da região. Como o senhor

acredita que o mercado reagirá?Júlio Nascimento – Acredito que o mercado receberá essa definição de forma muito positiva. A segurança jurídica proporcionada pela definição dos limites territoriais é um fator importante para quem deseja investir, e São Cristóvão tem demonstrado que cresce de forma planejada, responsável e com respeito à legislação. O nosso modelo de gestão é baseado em planejamento, dados e no cumprimento das leis. Isso tem permitido que o município atraia empreendimentos imobiliários com segurança e promova um desenvolvimento urbano organizado. Além disso, São Cristóvão já possui um planejamento urbano consolidado para essa região, com diretrizes definidas no Plano Diretor e uma estratégia voltada ao

desenvolvimento ordenado. Esse conjunto de fatores cria um ambiente ainda mais

favorável para novos investimentos, conciliando crescimento econômico, qualidade de

vida para a população e valorização do potencial turístico da região.

Há expectativa de valorização ou de novos investimentos imobiliários nessas áreas?

Júlio Nascimento – Sim, há essa expectativa. Trata-se de uma região com grande potencial de desenvolvimento, já reconhecido no Plano Diretor de São Cristóvão. A área reúne um

grande potencial turístico por estar situada na foz do Rio Vaza-Barris, favorecendo o

desenvolvimento do turismo fluvial aliado à preservação ambiental. Além desse potencial turístico, a região já apresenta um crescimento da ocupação residencial, tendência que deve continuar nos próximos anos. O nosso compromisso é conduzir esse desenvolvimento de forma planejada e responsável, oferecendo segurança jurídica, infraestrutura e condições para atrair novos investimentos.

Esses investimentos representam mais oportunidades de geração de emprego, renda e

arrecadação, permitindo que o município amplie os investimentos em políticas públicas

e continue promovendo o desenvolvimento com qualidade de vida para a população.

A Prefeitura pretende revisar o planejamento urbano para estimular novos

empreendimentos?

Júlio Nascimento – A Macrozona Urbana do Mosqueiro já está contemplada no Plano Diretor de São Cristóvão, elaborado em 2019 e aprovado em 2020. Isso aconteceu porque, naquele momento, o processo de retomada desse território pelo município já estava em

andamento. Por isso, São Cristóvão se antecipou e incluiu a região em seu planejamento urbano, com o objetivo de integrá-la ao município, fortalecer as relações

socioeconômicas e potencializar as atividades turísticas. Agora, com a definição dos limites territoriais e o retorno da área à administração de São Cristóvão, vamos avançar no planejamento para essa nova realidade. O município já está se preparando para revisar o Plano Diretor de forma ampla, considerando todo o território e não apenas a região do Mosqueiro. Essa atualização também vai avaliar as condições para o desenvolvimento econômico e a implantação de novos empreendimentos, sempre de forma planejada e responsável. Nosso objetivo é garantir que o crescimento aconteça respeitando as características de cada região, a infraestrutura disponível e as necessidades da população.

O processo será baseado em estudos técnicos e na participação da sociedade. Os

moradores de todas as regiões do município, inclusive aqueles que vivem nas áreas que

agora passam à administração de São Cristóvão, poderão apresentar suas demandas e contribuições, que serão analisadas tecnicamente dentro dos aspectos urbanísticos e das diretrizes de desenvolvimento do município.

Os registros dos imóveis precisarão ser atualizados? A Prefeitura pretende orientar a

população sobre esse processo?

Júlio Nascimento – Esse é um processo que já acontece de forma gradual, sempre que há alguma demanda relacionada ao imóvel, como um pedido de licenciamento ou outra intervenção. Nesses casos, a Prefeitura orienta o cidadão sobre qual é o município competente para dar continuidade ao processo. Se houver necessidade de regularização dos registros,

toda a tramitação é conduzida com as orientações necessárias para que isso aconteça

de forma correta e sem prejuízos ao proprietário. Portanto, não há motivo para que a população se preocupe ou procure fazer essa

atualização de forma imediata. Esse processo continuará sendo realizado de maneira

organizada, gradual e com toda a orientação da Prefeitura, garantindo segurança

jurídica e tranquilidade para os moradores.

Incorporadoras, construtoras e investidores já procuraram a administração municipal

para discutir oportunidades decorrentes dessa mudança?

Júlio Nascimento – Na prática, esse diálogo com incorporadoras e empreendedores já acontece há bastante tempo, porque muitos desses processos de licenciamento e regularização vêm sendo tratados de forma gradual ao longo dos anos. As empresas do setor já conhecem essa realidade e possuem equipes técnicas

preparadas para conduzir os procedimentos administrativos e de licenciamento quando

necessário. Além disso, o planejamento urbano de São Cristóvão já contempla essa áreadesde a elaboração do Plano Diretor, em 2019. Ou seja, não estamos começando do zero:

o zoneamento, as diretrizes de ocupação e os parâmetros urbanísticos já estão definidos

em lei. Portanto, essa definição dos limites traz mais segurança jurídica para investidores e

empreendedores, consolidando um planejamento que o município já vinha

desenvolvendo há anos.

O IPTU dessas áreas passará a ser arrecadado por São Cristóvão. O município já

estima quanto essa incorporação poderá representar em aumento de arrecadação?

Júlio Nascimento – Ainda não temos uma estimativa concreta. Após a homologação da sentença pela Justiça Federal, vamos realizar os estudos necessários para dimensionar esses impactos e planejar a aplicação dos recursos de forma responsável, garantindo o desenvolvimento desse território e o atendimento à população. É importante destacar que a nossa luta pela retomada desse território nunca foi motivada pela busca por mais recursos. O que defendemos é a correção de uma injustiça histórica e o reconhecimento de um território que, por direito e por sua

história, pertence a São Cristóvão.

Como esses novos recursos deverão ser aplicados?

Júlio Nascimento – Os recursos arrecadados com o IPTU dessa área serão reinvestidos no desenvolvimento desse território e de toda a cidade. Vamos ampliar os investimentos em educação, saúde, assistência social, infraestrutura e segurança pública, levando para essa região o mesmo trabalho sério e responsável que já realizamos em São Cristóvão, sempre com o compromisso de cuidar das pessoas e melhorar a qualidade de vida da população.

Há estudos sobre o impacto dessa mudança nas finanças municipais?

Júlio Nascimento – Ainda não é possível mensurar os impactos dessa mudança nas finanças municipais. A transferência da administração do território ainda será planejada e, a partir dessa etapa, o município realizará os levantamentos e estudos necessários para avaliar os efeitos financeiros e administrativos da incorporação das áreas.

Será necessária uma revisão do Plano Diretor ou da legislação urbanística de São

Cristóvão para incorporar essas áreas?

Júlio Nascimento – A revisão do Plano Diretor não será feita especificamente por causa da incorporação dessas áreas. São Cristóvão já está se planejando para iniciar uma atualização ampla, que vai considerar todo o território do município. Nós já começamos a avaliar alguns pontos que precisam ser ajustados e estamos planejando a contratação de uma empresa

especializada para realizar esse diagnóstico e subsidiar o processo de revisão. Essa será uma atualização global e participativa. A população de todas as regiões do município poderá apresentar suas demandas e contribuições, inclusive os moradores das áreas que passam a integrar o território de São Cristóvão. Essas reivindicações serão analisadas tecnicamente e avaliadas dentro dos aspectos urbanísticos e das diretrizes de desenvolvimento do município.

O Plano Diretor vigente completa seis anos em dezembro deste ano, e nós estamos nos

antecipando ao prazo legal para iniciar esse processo. A ideia é que a revisão aconteça

antes de completar o ciclo de dez anos previsto na legislação, garantindo que o

planejamento urbano do município esteja atualizado e preparado para as necessidades

de todo o território.

Como ficam licenciamento de obras, alvarás, fiscalização e demais processos

urbanísticos?

Júlio Nascimento – As diretrizes urbanísticas previstas em nosso Plano Diretor passarão a orientar essa área, e o município será responsável pelos licenciamentos, emissão de alvarás, fiscalização e demais processos urbanísticos. Tudo será conduzido de forma organizada, garantindo segurança jurídica, planejamento e o atendimento adequado à população e aos empreendimentos da região.

Existe a intenção de integrar essas regiões aos projetos estruturantes já previstos

pelo município?

Júlio Nascimento – Sim, essa é a nossa intenção. É fundamental que essa região seja integrada aos projetos estruturantes do município. A nossa forma de governar é baseada em planejamento,

projetos e dados. Nós conhecemos as particularidades desse território e, a partir dessa realidade, vamos colocar em prática ações que atendam às suas necessidades,

promovendo desenvolvimento, fortalecendo a presença do poder público e garantindo

mais qualidade de vida para toda a população da região.

Como será a relação institucional com a Prefeitura de Aracaju durante esse processo

de transição?

Júlio Nascimento – Esperamos que seja uma relação tranquila, respeitosa e pautada pelo diálogo institucional, sempre tendo como prioridade a população. Vamos atuar de formaresponsável e colaborativa para construir uma transição organizada, garantindo a

continuidade dos serviços e evitando qualquer prejuízo para quem vive nessa região. Eu

espero e conto com esse espírito de colaboração, porque da nossa parte haverá total responsabilidade, diálogo e disposição para garantir uma transição segura e sem

prejuízos para a população.

Quais serão os maiores desafios dessa incorporação territorial?

Júlio Nascimento – O maior desafio será conduzir esse processo de forma clara e responsável, para que a população compreenda o que está acontecendo e tenha segurança durante a transição. Muitas vezes, a desinformação acaba gerando insegurança e dúvidas, mas São Cristóvão tem capacidade técnica e administrativa para assumir essa responsabilidade. Outro desafio importante é garantir que todo esse processo aconteça com diálogo e colaboração entre os municípios, para que a transição seja organizada e, acima de tudo, para que a população não sofra qualquer prejuízo. Esse sempre será o nosso principal

compromisso.

E quais são as principais oportunidades que essa decisão abre para São Cristóvão?

Júlio Nascimento – Essa decisão abre a oportunidade de fazer o que São Cristóvão sabe fazer: cuidar das pessoas e promover o desenvolvimento com planejamento e responsabilidade. Vamos poder levar para essa região o modelo de gestão que vem transformando o nosso município, com avanços na educação, investimentos em obras estruturantes, fortalecimento da capacidade fiscal e administrativa e ampliação das políticas públicas. Mais do que isso, essa é a oportunidade de reparar uma injustiça histórica. Agora, com o respaldo da Justiça e o reconhecimento de que esse território pertence a São Cristóvão, vamos retomar oficialmente essa área e trabalhar para que seus moradores tenham orgulho de fazer parte da Cidade Mãe de Sergipe, assim como todos os sancristovenses.

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