O governo federal ampliou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o limite de financiamento para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A mudança faz parte do Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos e também amplia as opções de veículos híbridos que podem ser adquiridos dentro da linha de crédito.
Com a alteração, o programa passa a alcançar uma parcela maior dos veículos disponíveis no mercado brasileiro. Segundo informações divulgadas pelo governo, a cobertura estimada sobe de 63% para 88% dos modelos comercializados no país. A medida permite que motoristas tenham acesso a veículos de categorias superiores, incluindo modelos destinados a serviços como Uber Comfort, Uber Black e 99Plus.
O programa prevê até R$ 30 bilhões em crédito para a renovação da frota utilizada por taxistas e motoristas de aplicativos. Os financiamentos contam com taxas de juros inferiores às praticadas no mercado, de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, de acordo com as condições divulgadas para a linha.
Além do aumento do teto, a nova regra também modifica os critérios para veículos híbridos, permitindo a inclusão de diferentes configurações que combinam propulsão elétrica com motores movidos a combustíveis como gasolina ou etanol.
A ampliação do limite ocorre em meio à baixa utilização dos recursos disponibilizados pelo programa. Até o momento, foram liberados cerca de R$ 3,44 bilhões dos R$ 30 bilhões previstos, o equivalente a aproximadamente 11,3% do total. O crédito chegou a 33,4 mil motoristas, sendo cerca de 27 mil profissionais de aplicativos e 6 mil taxistas.
Entre os obstáculos apontados para a baixa adesão estão as dificuldades de acesso ao crédito e a participação limitada de instituições financeiras. O governo também avalia medidas para ampliar a utilização dos recursos e facilitar o acesso dos profissionais à linha de financiamento.
Com o novo teto de R$ 200 mil e a ampliação das configurações de veículos híbridos elegíveis, a expectativa é aumentar o número de modelos disponíveis para os motoristas e estimular a renovação da frota utilizada no transporte individual de passageiros.






