Volkswagen Tera consolida 2º lugar entre SUVs e mostra virtudes urbanas, mas resposta lenta na estrada preocupa

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Lançado no meio de 2025, o Volkswagen Tera já ocupa a segunda posição no ranking de utilitários-esportivos mais vendidos do Brasil. De janeiro a março deste ano, o modelo emplacou mais de 18 mil unidades, superando rivais diretos como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Preço e proposta

Com valores que partem de R$ 107,2 mil, o Tera é o primeiro projeto totalmente novo da marca alemã desde o Nivus, de 2020. O g1 avaliou a versão topo de linha durante uma semana – trajeto urbano em São Paulo e um percurso rodoviário de 120 km – para verificar pontos fortes e limitações.

Acabamento e equipamentos

Por dentro, a Volkswagen mescla plásticos de diferentes texturas, estratégia que afasta o Tera do padrão “plástico Volkswagen” visto em Polo, T-Cross, Nivus e Taos. Mesmo assim, o material não chega ao nível de maciez oferecido por modelos chineses.

Painel de instrumentos digital configurável, volante, alavanca de câmbio e comandos do ar-condicionado repetem peças de outros veículos da marca. A central multimídia, instalada em posição destacada, aceita aplicativos sem necessidade de espelhamento do celular; entre eles, Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e iFood.

O utilitário conta ainda com a inteligência artificial “Otto”. O assistente explica funções do manual, indica manutenções, informa previsão do tempo e sugere rotas, mas requer assinatura mensal de R$ 59,90.

Pontos negativos internos

Duas escolhas causaram críticas na cabine: freio de mão manual em todas as versões – inclusive na mais cara – e apoio de braço do motorista pequeno, fixado ao banco e sem compartimento de objetos.

Estilo externo

Embora lembre um Polo elevado, o Tera recebeu desenho exclusivo nos faróis diurnos de LED, permitindo rápida identificação na dianteira.

Conjunto mecânico e comportamento

O motor 1.0 turbo de três cilindros, o mesmo do Polo, entrega desempenho semelhante devido às dimensões e ao peso próximos. Suspensão, direção e posição de condução foram elogiadas pelo g1 em trechos urbanos e em viagens.

Na estrada, porém, foi notado atraso de cerca de três segundos entre o pedal do acelerador totalmente pressionado e a efetiva retomada de velocidade, o que exigiu antecipação de ultrapassagens. Segundo fabricantes ouvidas pelo portal, o comportamento decorre de calibrações para atender à fase L8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), em vigor desde 1º de janeiro de 2025.

Espaço e porta-malas

Com 350 litros de capacidade, o compartimento de bagagem fica dentro da média de concorrentes: Fiat Pulse (370 l), Renault Kardian (358 l), Citroën Basalt (490 l) e Jeep Renegade (320 l).

Concorrência na faixa de preço

Na configuração Highline, vendida a R$ 146.190, o Tera disputa consumidores com Chevrolet Spark (R$ 144.990), BYD Dolphin (R$ 149.990), Geely EX2 (R$ 123.800), GAC GS3 (R$ 129.990) e Caoa Chery Tiggo 5X Sport (R$ 124.990). Esses modelos oferecem acabamento mais sofisticado e lista de itens superior; quatro deles são elétricos. A Volkswagen, por outro lado, conta com rede de assistência ampla e mecânica já conhecida no mercado nacional.

Ao juntar desempenho satisfatório em baixas velocidades, interior atualizado e ampla estrutura de pós-venda, o Volkswagen Tera reforça a posição de destaque nas vendas, mas a resposta lenta do motor na rodovia permanece como principal ressalva encontrada no teste.

Com informações de G1

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