Energia solar ganha espaço ao transformar o orçamento doméstico e ampliar a qualidade de vida das famílias

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A energia solar deixou de ser uma tendência para se consolidar como uma realidade cada vez mais presente nos lares brasileiros – e sergipanos. Além dos benefícios ambientais, a geração própria de energia tem proporcionado uma redução significativa nas despesas domésticas, permitindo que muitas famílias tenham mais tranquilidade financeira e até adotem novos hábitos de consumo.

Com a redução dos custos dos equipamentos ao longo dos últimos anos e a busca por alternativas para conter despesas fixas, a energia solar vem ganhando espaço como um investimento capaz de gerar retorno financeiro, valorizar imóveis e proporcionar maior autonomia energética às famílias.

Foi o que aconteceu com a psicóloga e servidora pública Larissa Porto, moradora do bairro Aruana, em Aracaju. Há cerca de cinco anos, ela decidiu investir em um sistema de energia solar para enfrentar o aumento das despesas da família.

A decisão foi motivada por uma mudança importante na rotina da casa. Na época, a sogra de Larissa, que era acamada, passou a morar com a família, elevando o consumo de energia devido ao uso constante de equipamentos e aparelhos de climatização.

“Precisamos rever o orçamento da casa. A conta de energia era muito alta e a energia solar apareceu como uma alternativa para reduzir esse gasto”, lembra.

O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 24 mil. Com o passar dos anos, a família ampliou o sistema, instalando mais placas fotovoltaicas até ocupar praticamente todo o telhado da residência.

Antes da instalação, a conta de energia ultrapassava os R$ 500 mensais. Hoje, segundo Larissa, a família paga apenas a taxa mínima cobrada pela concessionária, em torno de pouco mais de R$ 100.

Além de suprir toda a demanda da residência, o sistema ainda gera excedentes de energia que são compensados em outro imóvel da família.

“A energia produzida aqui atende toda a nossa casa e ainda sobra uma parte que conseguimos repassar para outra residência”, explica.

A economia proporcionada pela geração própria trouxe reflexos diretos na qualidade de vida. Sem a preocupação constante com o valor da conta de luz, a família passou a utilizar os equipamentos domésticos com mais liberdade.

“A gente consegue usar tudo com mais tranquilidade, sem ficar se preocupando tanto com a conta. Não precisamos mais ficar nos segurando para ligar o ar-condicionado, por exemplo”, relata.

A redução dos gastos também abriu espaço para novos investimentos. Entre eles, a aquisição de um veículo elétrico, que passou a ser carregado utilizando a própria energia gerada pela residência.

Outro aspecto destacado pela moradora é a praticidade do sistema. A manutenção é considerada simples e o monitoramento pode ser feito em tempo real por meio de um aplicativo que acompanha a produção diária de energia e identifica possíveis falhas nos equipamentos.

“A gente consegue acompanhar tudo pelo aplicativo. Quando surge algum problema, a empresa responsável pela instalação é acionada para verificar o que aconteceu”, conta.

Diante da experiência positiva, Larissa recomenda a tecnologia, especialmente para quem possui casa própria ou está construindo um imóvel.

“Na minha avaliação, o impacto no orçamento doméstico foi enorme. A economia é gigantesca. Além disso, existe um ganho de qualidade de vida porque você deixa de se preocupar com gastos que antes limitavam o uso da energia dentro de casa”, afirma.

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