Empresária sergipana acompanha de perto as novidades da CASACOR São Paulo e aponta o que vem por aí

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A busca por conforto, autenticidade e conexão com a natureza deu o tom da edição 2026 da CASACOR São Paulo, considerada a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas. Quem acompanhou de perto as novidades foi a designer de interiores e empresária Juliana Vilar, da Primazia Planejados, que voltou do evento com a certeza de que a casa continua ocupando um papel cada vez mais importante na vida das pessoas: o de refúgio.

Com 16 anos de atuação no segmento de móveis planejados, Juliana destaca que os ambientes apresentados este ano apostam em experiências sensoriais e acolhedoras, capazes de promover bem-estar sem abrir mão da sofisticação.

“A casa está sendo pensada como um espaço de reconexão. Os elementos da natureza aparecem como protagonistas, criando ambientes que despertam sensações de conforto e pertencimento”, observa.

Entre as principais tendências identificadas na mostra, a profissional destaca a valorização dos materiais naturais, a permanência das formas orgânicas, a integração entre os ambientes e a forte presença da biofilia – conceito que busca aproximar as pessoas da natureza por meio da arquitetura e do design.

Outro destaque foi o resgate do artesanal. Peças exclusivas, desenhos feitos à mão, fotografias com significado e acabamentos que carregam histórias reforçam a busca por projetos mais autênticos e personalizados. No campo dos materiais, o inox continua em evidência, especialmente em cozinhas, ao lado do uso frequente de alumínio e vidro para compor ambientes sofisticados.

Na marcenaria, setor em que atua diretamente, Juliana percebe uma valorização crescente dos projetos personalizados. Painéis curvos, portas com texturas diferenciadas, aplicações em inox, revestimentos em couro e o chamado “envelopamento” dos ambientes aparecem como apostas fortes para os próximos meses.

“As pessoas querem que suas casas reflitam seu estilo de vida. A personalização deixou de ser um diferencial e passou a ser uma expectativa do cliente”, afirma.

Tons terrosos

Em relação às cores, os tons inspirados na natureza foram predominantes na mostra. Segundo Juliana, cerca de 80% dos ambientes apostaram em variações terrosas, madeiras mais escuras, verdes suaves, tons de areia e argila.

A tendência acompanha também o universo da moda. O vinho, por exemplo, apareceu com destaque em tecidos e revestimentos, reforçando a influência das passarelas no design de interiores. Materiais naturais, pedras com aspecto orgânico e acabamentos foscos ajudam a completar a sensação de aconchego e elegância.

Outro aspecto que chamou a atenção foi a consolidação da sustentabilidade como uma exigência do mercado. A preocupação apareceu em diferentes frentes, desde a utilização de materiais reciclados até soluções de iluminação eficiente e projetos pensados para aumentar a durabilidade dos espaços.

Para Juliana, o tema já não pode mais ser tratado como diferencial. “A sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar uma necessidade. Hoje ela faz parte das decisões de projeto e das escolhas dos consumidores”, destaca.

Tendências

Boa parte das propostas apresentadas na CASACOR tem potencial para ser incorporada aos projetos residenciais e comerciais em Sergipe. A valorização da ventilação natural, a integração dos ambientes e o uso de materiais acolhedores conversam diretamente com o clima e o estilo de vida da região.

Segundo a empresária, o público sergipano também tem demonstrado cada vez mais abertura para novas referências estéticas, especialmente quando elas unem conforto, funcionalidade e identidade.

“O sergipano valoriza os momentos em família e os espaços de convivência. Por isso, ambientes acolhedores e personalizados tendem a ser muito bem recebidos”, avalia Juliana. 

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