Recuperação de manguezais reforça sustentabilidade e contribui para a valorização urbana em Aracaju

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A recuperação dos manguezais urbanos de Aracaju avança com uma nova etapa de reflorestamento no bairro Lamarão. A iniciativa integra o projeto “Aju é Mangue” e reforça a importância da preservação ambiental no planejamento urbano, especialmente em áreas que convivem com a expansão da cidade.

As mudas utilizadas na ação são produzidas no Horto Municipal e fazem parte do Protocolo Municipal de Produção de Mudas, desenvolvido para ampliar a capacidade do município de recuperar áreas degradadas com espécies nativas. A expansão do projeto ocorreu após resultados positivos obtidos em uma fase experimental realizada na Coroa do Meio, onde as mudas apresentaram elevada taxa de adaptação.

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o Lamarão foi escolhido por concentrar trechos de manguezal que apresentam sinais de degradação e necessitam de recuperação. A área também representa uma importante faixa de transição entre o ambiente urbano e o ecossistema natural, tornando a preservação estratégica para o desenvolvimento sustentável da cidade.

O município realiza um levantamento das áreas de manguezal para definir novas frentes de atuação. Aracaju possui cerca de dois mil hectares desse ecossistema distribuídos pelo território, com intervenções concentradas, neste primeiro momento, nas regiões mais impactadas pelo crescimento urbano.

Além da recuperação ambiental, o projeto fortalece a infraestrutura voltada à produção de mudas nativas. O Horto Municipal conta com uma estufa específica para espécies de mangue, cujo ciclo de desenvolvimento leva, em média, três meses antes do plantio definitivo. Após essa etapa, as áreas reflorestadas passam por monitoramento técnico para avaliar a adaptação das mudas e orientar futuras intervenções.

Para o mercado imobiliário, iniciativas como essa representam um importante componente da agenda de sustentabilidade urbana. A conservação dos manguezais contribui para o equilíbrio ambiental, melhora a drenagem natural, auxilia na regulação da temperatura, protege áreas costeiras contra a ação das marés e favorece a qualidade de vida da população — fatores cada vez mais considerados na valorização dos empreendimentos e na atratividade dos bairros.

A adoção de políticas permanentes de recuperação ambiental também acompanha uma tendência observada em grandes cidades brasileiras, onde desenvolvimento urbano e preservação dos recursos naturais passam a caminhar de forma integrada. Nesse contexto, investimentos em infraestrutura verde podem contribuir para tornar Aracaju mais resiliente às mudanças climáticas e mais atrativa para moradores e investidores do setor imobiliário.

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