O Brasil ultrapassou a marca de 25,4 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga para carros elétricos em maio de 2026. O número representa um crescimento de quase nove vezes em relação ao registrado há quatro anos, quando o país contava com 2.955 eletropostos.
Os dados são de um levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) em parceria com a plataforma Tupi Mobilidade. Somente entre fevereiro e maio deste ano, a rede nacional cresceu 20,9%, indicando uma aceleração na expansão da infraestrutura necessária para acompanhar o avanço da frota eletrificada.

Um dos principais destaques está no aumento da oferta de carregadores rápidos de corrente contínua (DC). No início de 2024, esse tipo de equipamento representava menos de 10% da infraestrutura nacional. Em fevereiro de 2025, eram 2.430 unidades. Um ano depois, o número chegou a 6.479, crescimento de 166,6%.
Em maio de 2026, o país já contava com 8.606 carregadores rápidos, equivalentes a aproximadamente 34% de toda a rede de recarga. Os carregadores de corrente alternada (AC), considerados mais lentos, somavam 16.836 pontos.
Em fevereiro de 2026, o Brasil registrava cerca de 19,6 veículos recarregáveis por ponto de recarga, considerando carros elétricos e híbridos plug-in. Naquele momento, a frota desse segmento chegava a 411.869 unidades.
Segundo a ABVE, a proporção ainda está acima da relação considerada ideal para acompanhar o crescimento do mercado. A referência apontada pela entidade é de aproximadamente 10 veículos para cada ponto de recarga.
Na comparação internacional, o Brasil apresenta uma relação mais favorável que a dos Estados Unidos, onde há cerca de 32 veículos elétricos por carregador público. O país norte-americano, porém, possui uma ampla estrutura de recarga residencial: mais de 85% dos proprietários de veículos elétricos contam com carregadores em casa.
A China permanece muito à frente na infraestrutura pública. O país concentra cerca de 60% dos carregadores públicos lentos e mais de 80% dos carregadores rápidos existentes no mundo.
Apesar do crescimento nacional, a distribuição dos eletropostos permanece concentrada em determinadas regiões. O Sudeste reúne aproximadamente metade da infraestrutura brasileira e lidera também em carregadores rápidos, com 2.709 unidades DC. Em fevereiro de 2026, a região tinha 580 municípios atendidos por pontos de recarga, enquanto o Norte contava com apenas 82 municípios.
O Distrito Federal apresentava a pior relação entre frota e infraestrutura, com cerca de 73,5 veículos recarregáveis por ponto. Eram mais de 60 mil veículos plug-in para apenas 821 pontos disponíveis.
As regiões com menor cobertura, no entanto, começaram a apresentar taxas maiores de crescimento. Entre fevereiro e maio, o Norte ampliou em 31,1% o número total de pontos e em 51% a quantidade de carregadores rápidos, maior crescimento do país. Na sequência aparecem Centro-Oeste, com alta de 23,7%, e Sul, com 23,4%. O Sudeste, que já possui a maior infraestrutura instalada, avançou 18,1% no período.
Atualmente, 1.832 municípios brasileiros possuem pelo menos um ponto de recarga, o equivalente a aproximadamente um terço das cidades do país. Em 2020, eram cerca de 350 eletropostos em todo o território nacional.






