Grupo Geely apresenta no Brasil o F3E, um VUC elétrico de até 3,5 t que chega ao mercado por R$ 240 mil. Representada pelo Grupo Timber, a marca mira distribuição urbana, comércio eletrônico e entregas de última milha.
A Farizon, empresa do Grupo Geely, iniciou operação no mercado brasileiro com o F3E, um VUC elétrico de até 3,5 toneladas que chega ao país por R$ 240 mil. O caminhão é lançado simultaneamente em outros mercados, como o chinês, e tem como principal aplicação operações de distribuição urbana, especialmente ligadas ao comércio eletrônico e às entregas de última milha.
A representação da marca no Brasil é feita pelo Grupo Timber. A estratégia divulgada parte da avaliação de que o transporte urbano será uma das áreas de maior avanço da eletrificação no país. O F3E foi projetado para operações otimizadas, na condição em que o veículo retorna à garagem diariamente e pode ser recarregado durante a noite.
O modelo tem PBT de 3,5 toneladas e é equipado com motor elétrico de 150 cv e torque de 30,6 kgfm, alimentado por bateria de 72,84 kWh do tipo Fosfato de Ferro-Lítio (LiFePO4). A autonomia estimada fica na faixa dos 250 km, indicador que a fabricante considera compatível com a média de uso urbano de frotas.
“Em nossos levantamentos, com base em operações de grandes empresas de comércio eletrônico em trajeto urbano, a quilometragem média de um VUC gira em torno de 120 km. Isso significa que o F3E, dependendo da operação, pode rodar até dois dias sem recarga”,
Um dos diferenciais do modelo é o entre-eixos de 3,70 metros, 60 centímetros superior ao de uma configuração convencional do segmento, o que permite instalar baús maiores com menor altura. Em avaliação da fabricante, baús muito altos comprometem a estabilidade e limitam o empilhamento de carga.
“Quando o baú é muito alto, há um comprometimento da estabilidade, sem contar que há limitações de empilhamento da carga”,
O F3E traz equipamentos voltados ao conforto e à segurança do motorista, como partida sem chave, assistentes de condução, climatização digital, quadro de instrumentos digital e multimídia com conexão para smartphones. A oferta inclui opções de recarga: wallbox de 7 kW, recarga em redes trifásicas e estações de corrente contínua de até 100 kW, além de suporte a diferentes tipos de carregadores.
A recomendação da fabricante é que a operação mais eficiente ocorra com rotas previsíveis e ponto fixo de recarga na base para recarga noturna, evitando a necessidade de carregadores mais potentes e caros. A autonomia foi dimensionada para evitar o excesso de peso provocado por baterias maiores, segundo a empresa.
Quanto ao custo, o F3E custa R$ 45 mil a mais que um Kia Bongo de 2,5 toneladas, usado como referência de mercado com preço na faixa de R$ 195 mil. Segundo a empresa, a diferença pode ser compensada pela operação do veículo elétrico, dependendo da quilometragem diária, do preço do diesel e da tarifa de energia elétrica.
A manutenção também é apontada como vantagem: veículos elétricos têm menor demanda por reparos em componentes como motor e transmissão. A fabricante oferece garantia da bateria de oito anos ou 400 mil quilômetros.
“A expectativa é de que o veículo seja substituído, em média, depois de cinco anos de uso, enquanto a bateria tenha vida útil superior à do próprio caminhão”,
A empresa projeta mudança no mercado de usados, com demanda por veículos elétricos superando a de modelos a combustão em alguns segmentos, o que pode afetar o valor residual do F3E e influenciar a conta de aquisição para frotistas.






