Flagra em Taubaté (SP) mostra a Amarok em testes com três telas, sendo um visor voltado ao passageiro. Fotos de Lucas Nascimento revelam painel coberto por panos e um vinco que sugere alterações no acabamento.
A nova geração da Amarok segue rodando em testes pelo Brasil e foi flagrada na cidade de Taubaté (SP). O registro aponta que a picape terá uma cabine com três telas no painel, incluindo um visor dedicado ao passageiro.
A imagem enviada pelo leitor Lucas Nascimento indica que o terceiro visor será dedicado ao passageiro, replicando arquitetura eletrônica já vista na van Mifa 7, produzida pela chinesa SAIC, que fornece a base para a nova picape. Outra foto mostra o interior com panos cobrindo todo o painel dianteiro e formando um vinco na ponta em frente ao passageiro, sugerindo alterações específicas para esta versão.
O flagrante revela uma pequena divisão preta que separa a tela do passageiro do display central. Também é possível observar o volante, que será igual ao da Maxus Interstellar X e difere do estilo usado em outros modelos da marca, com controles físicos grandes para o sistema de som e para o controle de cruzeiro adaptativo. Há ainda botões posicionados abaixo da central multimídia, aparentemente destinados ao ajuste do ar-condicionado — itens herdados da Interstellar X.
Segundo o material, a mudança para três displays será uma diferenciação para posicionar a nova Amarok como uma picape mais equipada e com aparência mais moderna, aproximando-se de rivais como Chevrolet S10 e Ford Ranger, ambas com quadro de instrumentos digital e central multimídia de maior dimensão. Marcas chinesas também têm apostado em telas grandes, caso da BYD Shark e da GWM Poer.
Desde que anunciou o desenvolvimento de uma nova geração exclusiva para a América Latina, a fabricante afirmou que a picape teria identidade própria. O desenho final ficou a cargo do centro de design brasileiro, sob a coordenação de José Carlos Pavone, responsável pelas linhas do Nivus e do Tera. O conjunto frontal contará com faróis duplos e uma barra iluminada interligando os projetores.
A fabricante afirma também que a nova caminhonete passou por desenvolvimento técnico local. Segundo o chairman executivo da marca para a América do Sul, Alexander Seitz, 50% dos componentes foram projetados no Brasil. O executivo assegura que a estamparia final e os motores não serão importados do mercado chinês.
A plataforma adotada permite porte superior ao do segmento médio tradicional: se mantiver as proporções exatas da Maxus Interstellar X, a caminhonete medirá 5,55 m de comprimento, ganho de 30 cm em relação à Amarok atual. Na motorização, a marca estuda manter o motor V6 3.0 turbodiesel, que precisará de nova calibração para cumprir regras de emissões que entram em vigor em 2027. A sobrevida do motor terá apoio de configurações eletrificadas; a plataforma suporta híbrido leve, híbrido pleno e híbrido plug-in, com calibração voltada à tecnologia flex.
A estreia comercial acontecerá em 2027, com produção confirmada na fábrica de General Pacheco, na Argentina. A viabilização da linha de montagem exigiu investimento de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões em conversão direta) no complexo industrial. A geração atual não deve sair das concessionárias de imediato, já que a marca avalia manter o modelo anterior em linha por um período extra e há expectativa por um SUV baseado na Amarok, que aguarda aprovação da matriz.







